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sábado, 12 de dezembro de 2009

Flamengo Penta ou Hexa?

Cansei de discutir com pessoas que não sabem absolutamente nada de futebol que o Flamengo é Hexacampeão, e não penta! E vamos ver o porquê:

Em primeiro lugar, se você é o tipo de pessoa que diz que o Flamengo é penta porque tem um título lá que ele não ganhou, pare de discutir. Pior que falar bobagem é não saber nada sobre o assunto!

Voltemos agora ao ano de 1987. O que aconteceu?
  • Platoon ganhou oscar de melhor filme;
  • Acidente radioativo em Goiânia;
  • A guerra fria apontava para seu fim;
  • A Alemanha já tratava de sua reunificação;
  • Nelson Piquet sagra-se tricampeão mundial de F1;
  • Flamengo conquista seu tetracampeonato brasileiro.
Mas então por que raios dizem que o título do Flamengo não valeu?!
Fazendo um rápido paralelo, em 2000 a CBF tinha problemas na justiça e disse que não poderia fazer o Campeonato Brasileiro (chamaremos de CB, por simples economia) daquele ano. Pediu então ao Clube dos 13 (C13) que organizasse a competição, a qual foi vencida pelo Vasco da Gama.
Agora, se em 2000 a CBF ainda era tão desorganizada, imagine você como era 13 anos antes. Uma verdadeira zona. Em 1986 o CB teve 44 clubes (atualmente são 20). Times como Sobradinho, Joinville, Sergipe, Tuna Luso, Piauí e Alecrim (sic), entre muitos outros, faziam parte da elite do futebol nacional.
Os clubes grandes estavam fartos de ter que se deslocar para cidades distantes, verem os craques da seleção brasileira sendo surrados em campo e ainda serem obrigados a aceitar isso.

Em 1987 a CBF disse que não poderia fazer o CB daquele ano por falta de dinheiro. Os maiores clubes do país se juntaram e organizaram o C13, que conseguiu patrocínios e uma formula decente, com 16 clubes (os 13 e mais 3 convidados). Lembrem-se: hoje o campeonato conta com 20 clubes.
Surgiu então o que foi chamado de Copa União. E, pelo acordo, seu campeão seria reconhecido pela maior entidade do futebol brasileiro e seu vice faria companhia ao primeiro colocado na Copa Libertadores da América de 1988.

Mas, como diria Joseph Klimber, a vida é uma caixinha de surpresas. E, de repente, a CBF resolveu organizar o campeonato brasileiro (sabe-se lá como) e impôs que o campeão e vice da Copa União teriam que jogar contra o campeão e vice do CB, que contava com os times da segunda divisão do ano anterior mais aqueles que não foram convidados a participar da Copa União.

Em decisão do C13, foi definido que ninguém aceitaria isso. Começou a guerra política. E quem pagaria o pato? O campeão e o vice, óbvio. E assim foi feito.
Flamengo sagrou-se campeão da Copa União e o Internacional foi vice, num jogo que contou com mais de 90 mil espectadores e foi vencido por 1 a 0 pelo clube carioca, em pleno Maracanã.

Já o campeonato organizado pela CBF teve a final entre Sport e Guarani. A partida foi para a decisão por penalties. Quando estava 11x11, os dirigentes presentes em campo se reuniram e decidiram encerrar a disputa e dividir o título. Sim, sim. Pare aqui, visite o google e confirme a história.

Então, Flamengo jogaria com o vice (que não existiu) e Inter com o campeão (como se haviam dois campeões?) da segundona daquele ano.

Seguindo a proposta política do C13, que não queria se ver enfraquecido diante dos mandos e desmandos da CBF, Flamengo e Inter deram férias aos seus jogadores e foram curtir a vida, com a plena certeza de que eram campeão e vice do brasileirão.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas. A CBF obrigou Sport e Guarani a irem a campo, tanto em suas cidades como no Rio e em Porto Alegre só para oficializar o WO.
E depois esses times fizeram a final (já em 1988), com o Sport campeão e Guarani vice.

E foi assim que aconteceu.
Deixo, por fim, três vídeos:
http://tiny.cc/qpAu9 - Programa Juca entrevista e
http://tiny.cc/MS36V - Eurico Miranda, presidende do Vasco.
http://tiny.cc/duWSI - Presidente do Clube dos 13 na época (e presidente do São Paulo).

Agora sim. Se você quiser discutir o campeonato, arrume bons argumentos. Não caia no erro de falar bobagem, ok?!


Até o próximo post!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Uma comédia chamada Vasco da Gama

Vasco da Gama foi um importante navegador português que descobriu o caminho para as Índias.
Vasco da Gama também é o nome de um importante (ou nem tanto) clube brasileiro, que no futebol conquistou títulos como o campeonato nacional (4), libertadores da América e a extinta Copa Mercosul.
Porém, a atualidade não condiz com este time. Antes de mais nada devo dizer que sou flamenguista, para não parecer um choro, um último suspiro de lamentação.
Tive a oportunidade (infeliz) de acompanhar (pelo rádio) o "Clássico dos Milhões", que foi disputado no último domingo. E a partida fez jus ao apelido.
Foram milhões de passes errados, de chutes para fora, de lances horríveis, de faltas covardes, resultando inclusive em um jogador expulso.
E o Vasco teve superioridade numérica (única e exclusivamente numérica) durante cerca de meia hora. E foi protagonista de um espetáculo medonho.
Como torcedor do Flamengo, quero muito que o Vasco se arrebente na Série B (como passou a ser chamada a segunda divisão, pois o termo 'segunda divisão' ficou tão fajuto e tão ironizado que é ridículo dizer que Palmeiras, Grêmio e Atlético-MG foram campeões e Corinthians, Botafogo e Fluminense também disputaram).
Porém, como carioca não quero ver mais um clube do Rio longe da nata do futebol nacional.
Ainda assim, sinto informar aos vascaínos: a situação é trágica. Não bastassem as horripilantes (e eu estou sendo bonzinho!) atuações do time (com Jorge Luiz protagonizando as maiores trapalhadas do campeonato), o clube também vive um momento político conturbado.
Primeiro se mete na política um cara que nunca foi síndico de prédio. Depois, o marginal do ex-presidente ameaça o atual. Aonde isso vai parar? Será que eles vão disputar uma queda de braço e, quem ganhar fica no Vasco? Duvido.

A verdade, nua e crua, é que o CR Vasco da Gama era presidido por um mafioso que vendeu o clube para o diabo no fim da década de 90 e, desde seu último título nacional está pagando as contas. Então, apareceu um leigo para tirar o time do buraco. E agora o ex traz mais problemas e a torcida só se manifesta contra.
Digo, como apreciador do futebol e carioca, que é melhor para o Vasco jogar a série B ano que vem e fazer como Palmeiras, Grêmio e Botafogo: se organizar politicamente e voltar a brigar pelos primeiros lugares.
E como flamenguista: tomara que caiam!


Diga lá, quase enganei com toda essa baboseira, né?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

De amarelo x De azul

Tive a infelicidade de assistir ontem a partida entre os de amarelo contra os de azul.
Pelo menos foi assim que eu identifiquei. Mais parecia uma pelada no aterro do Flamengo, em que as equipes são formadas por membros de um mesmo time, só para fins de recreação.
Time mal escalado, seleção apática e mais um vexame colecionado.

Antigamente era um orgulho empatar com o Brasil. As seleções adversárias vinham com 11 goleiros só pra tentar não ser goleadas. Hoje em dia, Brasil empata com Bolívia e Colômbia e, a segunda, ainda faz questão de dar "olé" em nossos jogadores.

Nossa seleção, a de amarelo (acredite!), entrou com Júlio César, Maicon (por que não Léo Moura ou Élder Granja, Cicinho, ...), Juan (machucado? Por que não Thiago Silva?), Lúcio, Kléber (arg!!! Põe o Juan Maldonado nisso!), Josué di Camargo, Kaká Pipoca, Gilberto Gil, Elano, Robinho e Jo Soares.

Assim não dá!
Detesto ser mau torcedor, mas tenho que estufar o peito e gritar:

ADEUS DUNGAAAAAAAAAA!